Acontece que por não acontecer e por simplesmente ter o que esperara e no fundo descobrir apenas o que soubera desde o começo: errara e mentira.
E essa carência que sentira fora o reflexo de seus atos? Tivera consciência desde o início e prometera a si mesma não se machucar,sobretudo porque a dignidade ainda persistira com os anos.
Mas enganara-se,mais uma vez. Certa vez,olhara no espelho e contera lágrimas,dissera assim: “Permito me enxergar como outrora não havia e prometo ser quem sempre fui. Mas quem sou eu?”
E então o seu mundo mudou – era a cólera que sentira no peito? A mágoa tão dura de engolir,aquele nó da garganta que sufocava seus pensamentos.
O mundo crescera e ela,ela estava ali,sozinha e machucada. Não sobrara espaço para sentir pena do que restara,porque quando sobra,a outra metade sempre sente falta. Sente?
Acontece que desde já sucumbira a si mesma.