domingo, 11 de julho de 2010

E o seu pássaro não pode cantar


- Sim,eu queria. Mas o meu primitivo é descobrir - parece que dormira e despertara em uma cólica dolorosa de vida. E tentar ser o que não é se tornara o pior erro que eu pudera cometer. 
O meu crime fora acreditar e por acreditar me perdera por completo - na verdade,só se perde quem ao menos um dia conheceu seu caminho – e sinto que eu, dolorosamente o que sou agora, nunca fui alguém.
E se  me deitar e fechar os olhos,tudo vai mudar? Mas o mudar depende da forma como eu vejo e então é o meu fim.
Não fora crime algum o que eu cometera, não há culpa e a única vítima é o que chamo de controle.
E os meus olhos, o que tem eles? São a denúncia do erro:
- O mundo fora a sua arma secreta para a renúncia do que se tornara. 

E eu renuncio,então -  nua, frágil e muda.