Quero dizer, tirando todo o apelo industrial do mercado cinematográfico, hoje me vi diante das telas do cinema,tão eloquente quanto a criança que sentara ao meu lado,mas renovada por ouvir uma história infanto-juvenil que aborda um tema profundo,com aspecto moral,mas que lamento dizer,pouco se vê hoje em dia: laços de amizade que se estreitam com o tempo e se mantêm firmes- e quando honestos, não há tempo que os apague. Não pude deixar de notar a semelhança com uma história do século XX, conhecida entre as pessoas: O pequeno príncipe,que vela pelo afeto e a complexidade das relações humanas.
Esse desenho da Pixar em parceria com a grandiosa Walt Disney,o filme Toy Story 3,tocara de forma tão delicada sobre dois assuntos antagônicos,o egoísmo e a lealdade - o primeiro, acredito, é a vítima da busca constante da satisfação própria e imediata,na qual, parafraseando Antoine de Saint-Exupéry,"poucas pessoas se ocupam de coisas que não sejam de si mesmas".
O filme por outro lado também passa uma mensagem de perseverança e revelação do amor e necessidade: o ser humano ao abandonar a esperança,seja nas relações sociais e na vida como um todo, celebra sua carência.
Muito embora o mundo praticamente grite que é necessário negligenciar a profundidade das relações para evitar um sofrimento agudo,pelo simples comodismo ou por alicerces frágeis e breves - ainda assim insisto em manter o que de mais puro existe: "se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro..."
Dedico em especial esse texto a algumas pessoas,que são tão grandiosas e únicas, Ana, minha irmã Isabela,Ivan e Laila - apenas posso agradecê-los por tudo e o indescritível carinho. E também ao Alexandre,que me faz não desistir desse blog e que eu admiro deveras.
