Fronteiras necessitam ser rompidas,barcos precisam içar velas e navegar contra o vento.
E se esperara por uma resposta, a ingenuidade tratara de revelar-se entre espelhos de dores: não há verdades para quem sonha,tampouco corações justos em um mundo onde a roda sobrepõe o calçado e onde ainda há guerras silenciosas - flores nunca significaram nada.
É o nó que tornara insuportável a luta diária - se extinguira o amanhã,que fora claro por si só e levara a mágoa do invisível pela mão do real.
"Não existe tempo,afinal." - lera isso quando? Pensara isso tão longe de fronteiras de sentido,e ainda sobrara suspiros. Ainda sobrara quem pensasse na justiça.
Nada mudara o mundo da transição da roda, o mundo que fora apenas navegável a olhos tristes e bússolas que transgrediam a direção?
Mas o navio fora combatido por mortais que rejeitavam seu destino e foram contra a vontade dos deuses do Olimpo - sagazes e destemidos heróis que ousavam não tremer diante do perigo.
E então o encontro da areia e o mar moldara a orgástica Afrodite, e Poseidon,então,apenas lamentara seu nascimento e rogara aos céus pela mortalidade - é que não se tornara deus para o amor.