segunda-feira, 27 de maio de 2013

" Tomar consciência da falta de um sentido teria sido sempre o meu modo negativo de sentir o sentido?"


Porque ela se fora e porque se deixara ir assim tão breve e súbita: ela se tornara saudade.  Porque tudo o que restara foram apenas memórias inconsoláveis: restos de pano, tecido e poesia espalhados no quarto- abrigo que sempre servira como refúgio. E eu? O que me tornara? Mas é que  eu sempre soube ser sem ela. Mas e depois? Porque o instante que escrevo é.  Meu anseio que ultrapassa essa folha de papel: o instante contínuo, esse fio frágil da vida. E repentinamente eu me dera conta de que essas palavras já são passado. Eu me tornara, eu fora - para onde? E ela? Ela que sempre fizera parte de mim. 

Porque eu me debruçara na janela e esperara por ---- acontece que eu não me alcanço. Minha vida não adquirira sentido até agora ,afinal, o que eu entendo do viver? Se eu permanecera nessa inconstância da credulidade; uma ideia  me assombrara: é que eu existo. Eu me é. É está sempre sendo. 

terça-feira, 14 de maio de 2013

----------- Ponto final.

Por que aquele sofrimento não tinha fim? Porque se mortificara tanto ao ponto de que não aguentara mais: e pensara que o sentido da própria vida se encontrava nela mesma. E se dera conta arrebatada por uma surpresa, da mesma forma que observara a luz bruxuleante da lâmpada: se acometera da própria finitude.
E a solidão feria como duras farpas. E dissera assim, com o pouco que lhe aprouvera da dor: existir não é lógico.