segunda-feira, 21 de junho de 2010

Eu vagueia perto de mim


Eu não me é:  é que assim sendo não sou,justo agora que encontrara o que tinha sido. Eu levantara do sofá receosa da tarde vaga, que por estar tão repentina, me machucara; mas eu sei,dentro do que estou sendo agora,sei que já não se entende essas tardes escuras e os meus olhos ficam miúdos e perdidos, soltam algo como lágrimas - seria isso?

O meu eu chora,chora,chora,anda muito amargurado: mas mim continua ser, mesmo que translúcido e sincero. Mim não dói, porque mim já é antes de ter sido .
Eu não sou o que era e eu não entendo o que fui - mim só quer o agora e eu só entende do coração. Mim nascera antes de eu – eu morri antes de mim.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Blowin' in the wind



                                
                          Será?
 

segunda-feira, 14 de setembro de 2009


     
Eu preferia a época em que amar não era ultrapassado.                                                                                     

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Eu Cativo



Eu estive refletindo sobre os valores que hoje permeiam a nossa sociedade.
Não é uma coisa simples a se dizer,porque abrange vários aspectos e é só uma opinião.
Mas,aparentemente,estamos cercados de um "distanciamento social" marcado principalmente pela tecnologia,que pouco a pouco foi se acomodando no sofá de casa.
Fomos deixando que a praticidade se tornasse cada vez mais importante e o" estar ao seu lado" virou uma conversa entre quatro paredes em frente a tela do computador.
O que mais me incomoda não é isso,mas é enxergar que as pessoas se esqueceram do "cativar",e nao só isso,se esqueceram do que diz a Raposa ao Pequeno Príncipe:
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas".
Se esqueceram que o "cativar" não é temporário,se esqueceram que "amar" é verbo a ser conjugado diariamente,assim como "conviver","respeitar", "aceitar".
Talvez o que eu esteja escrevendo seja considerado clichê para algumas pessoas,mas é
só um pouco da indignação quanto à banalização de sentimentos,palavras e ações.
Me desculpe,mas eu quero cativar. Ser cativada.
Ser a raposa. Ser o príncipe.