sexta-feira, 1 de maio de 2015


 Ele permanecera sentado, fitava o vazio. Eu, em uma tentativa de resgatá-lo para a realidade, me aproximara e o oferecera um chocolate. Ele recusou, em um tom amável.  Neste momento, ele resolvera levantar-se: andava com cautela, consciente de que a idade já o condenava. Quando ele entrou em seu próprio quarto, longe do lugar em que eu me encontrava, eu toquei as extremidades da mesa na tentativa de apreender o momento presente: não queria que ele partisse.