terça-feira, 12 de abril de 2011

"José, para onde?"

Ouça-me bem: há pouco estivera repleta de ausências,dessas que se espalham lentamente e só se sabe de sua existência depois que uma espécie de pontada,unida a uma fadiga da vida, lhe alcança. O silêncio,esse vazio intransponível e mítico, me avisara disso tudo.
- Você se dói?- Foi a primeira pergunta que Ele me fizera, O próprio me respondera com sua quietude infinita.


E o seu estranho incômodo gritara para desvencilhar-se de um todo aspirado pelo não-concreto.
"Pois sou Dante ao abrir a porta do purgatório e perguntar a si mesmo se Deus é invenção da humanidade." - dissera assim,sem ter certeza do que fora.
E me respondera: "A sua descrença se limita na falta do próprio perdão."
A ausência,então,só aumentara.