quarta-feira, 1 de junho de 2011
"Me deram um nome e me alienaram de mim."
O que o distinguia de todos?
"Pois,onde está Deus ou o mistério maior diante de tamanha injustiça,ó pobre homem!Sua coléra envolve a dor do recém-nascido destinado a mendigar amor,sonhos e comida. Sua dor exala o lívido desespero da jovem que,por não ter aprendido a amar,entregara-se ao mundo. A noite cálida apenas se tornara mais uma vítima das dezenas de canções feitas para os trôpegos passos do andarilho desconhecido. Mas tu tens necessidade de mim e eu,egoísta e presunçoso,não compreendo tua angústia.
Não,não me sigas!Eu o desprezo, pobre homem.
E não tente enganar-me com seu anseio pelo híbrido toque das mãos de doces mulheres. Eu o desprezo, porque ao desprezar-te, engano o universo com sua falsa convicção. Onde mora o amor, senão nos braços de quem pode ofertá-lo?E ele não está em Deus,tampouco nos outros. Ele mora apenas em você.
Renego-te, para assim afirmar a mim diante de vós."
E o homem mantivera-se duro: não podia sonhar pois a ausência o envolvera como um sufoco brando e contínuo.
Observação: Considerando que a arte proporciona a livre expressão,esse post não reflete necessariamente as minhas crenças e a minha opinião. Apenas pude conhecer um pouco mais a fundo dois grandes pensadores: Nietzsche e Sartre. Portanto,humildemente me inspirei em ambos ao escrever o texto.