E esse anseio pela vida. Era isso, afinal, o que encontrara. O sentido da vida estava nela mesma. Como não percebera isso antes? E então, arrebatada por esse amor - sim amor por tudo que se manifestara em seu coração - lágrimas de enternecimento percorreram seu rosto. Fora nesse momento que dissera: - Essa realidade que me envolve é a minha glória íntima. Mas sou capaz de aceitar essa liberdade? Porque ser livre, do modo que sinto , é algo solitário.
A verdade que sempre a espantara fora essa: a compreensão sagrada de que a vida doía,mas nessa dor - justo nesse caos inevitável - a realidade mesma era redentora.