Mas é nesse instante torturante que tudo se afigurara para mim: nesse instante de dor que,entrecortada e ferida,sou.
Nesse instante me vejo entre a consciência de minha finitude e a condenação de um destino fatal. Como posso permanecer fiel à minha própria liberdade?Como posso viver consciente de que tudo o que me ampara e envolve - assim como o amor e a gravidade do mundo - será,um dia,negado a mim?
Estou perdida: a sobriedade do real me atingira por completo.
E esse esforço solitário unido a rigidez de meu rosto me condenam. Isso é o absurdo.