Porque havia o
perder-se. Era tão natural quanto
julgara ser o amor? E escrevera assim: “Amor”. E repetira Esta palavra uma centena de vezes. É que através do símbolo ela poderia atingir o
simbolizado – e era Deus? Ela sabia,
então. Era preciso, primeiramente,
entregar-se a si mesma, para depois, depois...Dispor a si própria era o passo
que faltara. Porque o mundo se mostrara pleno após esse reconhecimento. Ela não
podia acreditar em um Amor injusto: sofrer era natural?
Certa vez ela se entregara toda a outra pessoa
sem nem se dar conta de si mesma, mas se ferira. Fora então que lera em algum lugar que o
esquecimento era a melhor forma de vingança e também o melhor perdão. Queria dizer assim, com certa compaixão
justificada na indiferença: eu perdôo. Mas
mentira.
Ele, que mostrara a ela o que era viver. Com que direito ele a fizera amá-lo? Mas esse amor era diferente do Amor. E então se precipitara em um suspiro silencioso, quase palpável.
Ele, que mostrara a ela o que era viver. Com que direito ele a fizera amá-lo? Mas esse amor era diferente do Amor. E então se precipitara em um suspiro silencioso, quase palpável.
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| Potty Lazzarotto |
