sexta-feira, 10 de setembro de 2010

"Viver não é vivível"


"I'll need some information first
Just the basic facts
Can you show me where it hurts
There is no pain, you are receding
A distant ship's smoke on the horizon
You are only coming through in waves [...]"

Trocara o olhar admirado por simples gotas salgadas e então tomara por certo seu destino: iria embora e deixá-la,pois ela não mais lhe pertencia. Talvez,ao certo,ela nunca fora sua.

 Porque amor fora carência, amor esse que se dava sem lamentar e em espécie de estranhamento: bebera da água querendo provar sua doce existência. Mas algo ainda lhe faltava? O que fora que deixara para trás?
Se,por um breve momento,perdera a vida. E se por outro momento,esse gradual barulho da cidade fosse o que a permitira fechar a porta e olhar o escuro, se sentir atonal e irreconhecível. Amor fora o seu grito de apelo pela não-solidão,tão úmido quanto a terra.




"Hush now baby, baby don't you cry.
Mama's gonna make all of your
nightmares come true.
Mama's gonna put all of her fears into you.
Mama's gonna keep you right here
under her wing."